O ex-prefeito de Ourinhos, Lucas Pocay, vem consolidando seu nome como o principal projeto político regional para a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo em 2026. A avaliação é compartilhada por lideranças políticas, vereadores e articuladores de dezenas de municípios do Centro-Oeste paulista.
Os números ajudam a explicar esse cenário. Lucas Pocay venceu todas as eleições que disputou, alcançou cerca de 35 mil votos em sua reeleição em Ourinhos e encerrou o mandato com 89% de aprovação popular, uma das maiores marcas registradas por um prefeito paulista nos últimos anos.
Mais do que popularidade, aliados apontam consistência política. Lucas Pocay chega ao próximo ciclo eleitoral com uma base eleitoral consolidada, forte presença regional e uma estrutura política em expansão.
Diferente de nomes que surgem apenas em período eleitoral, Lucas Pocay construiu sua trajetória diretamente no voto popular.
Lucas Pocay foi vereador por dois mandatos em Ourinhos, presidiu a Câmara Municipal no segundo mandato, foi prefeito reeleito da cidade, período em que impulsionou o protagonismo regional de Ourinhos, e ampliou sua articulação política para mais de 60 municípios da região nos últimos 15 meses.
Nos bastidores, a leitura é de que Lucas Pocay conseguiu transformar aprovação administrativa em capital eleitoral concreto, algo considerado essencial em uma disputa estadual competitiva.
O EFEITO OURINHOS
A atual gestão de Guilherme Gonçalves também influencia diretamente o cenário político regional. A administração acumula desgaste, crises administrativas, denúncias e um pedido formal do Ministério Público pelo afastamento do prefeito.
Na avaliação de interlocutores políticos, o impacto disso no eleitorado é evidente: a comparação entre as duas gestões passou a favorecer ainda mais o legado deixado por Lucas Pocay em áreas como infraestrutura, organização administrativa, investimentos e capacidade de execução.
Enquanto Lucas Pocay amplia alianças e fortalece sua presença regional, adversários enfrentam dificuldades políticas importantes. Dani Alonso carrega o desgaste da derrota de seu grupo em Marília e da proximidade política com setores ligados ao governo de Ourinhos. Ricardo Madalena enfrenta críticas relacionadas ao apoio ao pedágio e à percepção de baixa entrega regional ao longo do mandato.
Já deputados sem vínculo histórico com o interior encontram um eleitor cada vez menos disposto a aceitar candidaturas sustentadas apenas por emendas parlamentares em época de eleição. Além disso, boa parte dos demais nomes colocados para a disputa possui bases restritas a cidades pequenas, cenário considerado insuficiente para sustentar uma candidatura estadual competitiva.
Em cidades como Assis, Avaré, Marília, Bauru e Ourinhos, cresce entre lideranças políticas a percepção de que Lucas Pocay reúne hoje os principais elementos de uma candidatura viável: base eleitoral consolidada, gestão aprovada, presença regional e capacidade de articulação.
As convenções ainda estão distantes, mas nos bastidores da política regional a leitura já começa a ganhar força: o interior paulista pode ter encontrado em Lucas Pocay seu principal representante para a Assembleia Legislativa em 2026.









