O advogado João Adolfo Drummond Freitas, responsável pela defesa do presidente da Câmara Municipal de Avaré, Cabo Samuel (PSD), procurou a redação, nesta segunda-feira (30), para retificar informações veiculadas por outro órgão de imprensa no domingo (29).
A notícia original, publicada por outro veículo de imprensa da cidade, trazia questionamentos de juristas sobre o fato de o advogado estar acumulando um cargo comissionado na Prefeitura de Avaré, mais especificamente na pasta da Saúde, enquanto atuava na defesa do parlamentar — o que poderia configurar uma vedação ética.
De acordo com o Dr. João Drummond, a informação não procede. Ele explicou que pediu exoneração do cargo antes mesmo de assumir a defesa do presidente da Câmara. O advogado atuava como Coordenador Técnico Administrativo da Divisão de Expediente e Ações Integradas da Secretaria e Gabinete da Saúde, mas deixou a função justamente para evitar qualquer tipo de impedimento.
“Esclarecendo para o veículo de imprensa, quando entendi por aceitar a defesa eu pedi exoneração. Ou seja, assumi sem nenhuma restrição. Consultei a OAB SP. A OAB disse que existia uma controvérsia. Eu automaticamente escolhi advogar e deixei o cargo, ou seja, para que justamente isso não ocorresse. Isso é extremamente desagradável. Tenho 18 anos e nenhuma representação profissional!”, afirmou o advogado à reportagem.
Ele ainda destacou sua trajetória profissional e a ausência de qualquer mancha em sua conduta ética. “Eu sou advogado, e constantemente sou advogado de ambos os lados, oposição, situação; uma matéria dessa faz parecer que não tenho ética profissional e pior, lado político”, enfatizou.
Dados do Portal da Transparência confirmam que a rescisão do vínculo do advogado com o município ocorreu em 17 de fevereiro deste ano, 15 dias após a aprovação da Comissão Processante na Câmara, ou seja, o desligamento foi formalizado antes do início da atuação na defesa do presidente do Legislativo.
O profissional também ressaltou que não foi procurado pelo veículo que publicou a informação original antes da divulgação da matéria, o que, segundo ele, teria evitado a veiculação de dados imprecisos.
Em carta encaminhada ao órgão de imprensa, o advogado solicitou o direito de resposta e a retificação das informações, destacando que a manutenção de conteúdo sabidamente incorreto pode ensejar medidas legais cabíveis. “A matéria publicada apresenta informação incompleta e potencialmente equivocada, o que acaba por induzir o público a erro e causar prejuízo à minha imagem e reputação profissional”, escreveu.
Diante dos esclarecimentos e dos documentos apresentados, ficou demonstrado que o advogado atua no caso sem qualquer restrição legal ou ética, com 18 anos de carreira e sem registros de representação profissional.









