A Polícia Civil investiga um treinador de futebol por suspeita de pedofilia após um grupo de pessoas registrar um boletim de ocorrência contra ele em Piraju (SP). Segundo a corporação, ao menos quatro denunciantes relataram situações semelhantes às autoridades.
Os casos teriam ocorrido em períodos distintos, sendo o primeiro em 1998 e o mais recente em 2024. À época dos fatos, as vítimas tinham entre 7 e 13 anos e eram todas do sexo masculino.
Em um dos registros, datado de 2024, consta que a vítima, ainda menor de idade, procurou o Conselho Tutelar para denunciar o caso e precisou de atendimento especializado no Centro de Referência de Assistência Social (Cras). Segundo o relato, os abusos teriam ocorrido durante uma aula de educação física.
“[A mãe] passou a perceber alterações no comportamento do filho, o qual a se recusou a participar dos treinos de futebol, atividade que praticava desde o início do ensino fundamental. Informa, ainda, que o menor passou a apresentar episódios de revolta, os quais se identificaram até o dia em que o próprio decidiu procurar o Conselho Tutelar”, diz o registro.
“Nas primeiras vezes, o abuso se restringiu a toques nas pernas e no pênis […] Em uma determinada vez, ele pediu para que a vítima deitasse de barriga para baixo e tentou a penetração, que ele só conseguiu na terceira vez. O professor disse para a vítima não contar aquilo para ninguém e disse que aquilo o ajudaria nos treinos”, diz o boletim.
Ao g1, a vítima deste caso, que preferiu não se identificar, relatou que segue em atendimento psicológico até hoje. Ele afirmou que só teve coragem de tornar o caso público em 2025, por meio de uma postagem nas redes sociais, cerca de 20 anos após os abusos.
Em nota, a Prefeitura de Piraju informou que o homem atua na rede pública desde 1992 e que, atualmente, exerce o cargo de monitor de esportes. Ele foi afastado das funções em razão das denúncias, e dois processos administrativos foram instaurados contra o suspeito.
“A prefeitura abriu dois processos administrativos para apuração da denúncia, inclusive com pedido de afastamento enquanto a apuração do caso. O referido monitor não tem contato algum com crianças e adolescentes dentro das atividades municipais do departamento”, diz a nota.
O g1 procurou o treinador para um posicionamento e, em resposta, disse que publicará uma nota de esclarecimento nas redes sociais em breve.









