Uma madrugada que deveria ser de plantão e auxílio à comunidade transformou-se em um cenário de violência e pânico na base do SAMU de Óleo (SP). No último domingo (4), uma técnica de enfermagem de 28 anos e um motorista socorrista foram vítimas de um ataque brutal desferido por um homem de 34 anos, que buscava atendimento médico no local.
O episódio começou de forma rotineira. O agressor chegou à unidade solicitando cuidados para um ferimento. Enquanto a equipe realizava os procedimentos de curativo e aferição de sinais vitais, o comportamento do homem mudou drasticamente. De forma repentina, ele passou a proferir xingamentos contra os socorristas e a golpear a própria cabeça contra a estrutura da ambulância.
A violência escalou rapidamente. Do lado de fora da base, o homem quebrou a porta de vidro da unidade e, utilizando um pedaço da estrutura que foi arrancada, passou a ameaçar os servidores. Aos gritos de que “iria matar todo mundo”, ele partiu para cima dos profissionais.
Em um momento de desespero, a técnica de enfermagem conseguiu correr e se trancar em um dos quartos de descanso. Enquanto isso, o agressor golpeava a porta do cômodo, tentando invadi-lo e direcionando ameaças específicas de morte à profissional. Durante a confusão, o motorista da equipe também foi agredido com um golpe no peito.
Não satisfeito com as agressões, o indivíduo invadiu a ambulância e tentou dar partida no veículo oficial para fugir do local. A tragédia só não foi maior porque um familiar do agressor, que o acompanhava, conseguiu intervir e retirar a chave do contato antes que ele deixasse a base.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 6h10. O homem foi detido e, após passar por atendimento médico, foi conduzido à delegacia. Ele foi autuado em flagrante pelos crimes de dano ao patrimônio público e ameaça. A autoridade policial arbitrou uma fiança de R$ 800,00, que não foi paga, resultando na manutenção da prisão do suspeito.
Para quem estava na linha de frente, o prejuízo vai além dos danos materiais. A técnica de enfermagem, visivelmente abalada, relatou o trauma psicológico deixado pelo ataque. “Não foi só a porta quebrada. Ele queria nos matar. Eu temi pela minha vida”, desabafou a profissional, que agora manifesta receio em retornar ao posto de trabalho.








