A Justiça condenou os quatro envolvidos no linchamento coletivo de um homem natural do Uruguai, ocorrido em Iaras (SP), por crime de tortura seguida de morte. As penas, conforme o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), variam entre sete anos, nove meses e dez dias e 14 anos, dois meses e 20 dias de reclusão, todas em regime inicial fechado.
Além das penas de prisão, a sentença determinou o pagamento de indenização mínima equivalente a 50 salários-mínimos à mãe da vítima, por danos morais. Ainda segundo o TJ-SP, cabe recurso da decisão.
O caso aconteceu em 15 de junho do ano passado. Na época, a Polícia Civil investigou as circunstâncias da morte e confirmou que o homem morreu após ser agredido por um grupo de pessoas.
De acordo com os autos do processo, cerca de 15 suspeitos chegaram a ser ouvidos durante as investigações. A motivação do crime estaria relacionada ao suposto uso indevido do cartão bancário de um dos envolvidos.
Segundo o tribunal, a vítima foi abordada em via pública e submetida a uma série de agressões, incluindo chutes, golpes com fivela de cinto e descargas elétricas. O homem também teria sido colocado à força em uma caminhonete.
Ainda conforme o processo, durante uma tentativa de fuga, a vítima caiu e bateu a cabeça no meio-fio, sofrendo ferimentos que causaram a morte.
Na sentença, o juiz Marcos Rogério Sanches Cruz Geraldo rejeitou a versão apresentada pela defesa, que alegava que a morte teria ocorrido de forma acidental. Para o magistrado, a queda não pode ser dissociada das agressões sofridas anteriormente, classificando a morte como consequência direta da tortura.
No boletim de ocorrência registrado na época, a polícia informou que uma arma de choque foi apreendida durante as investigações, enquanto os agentes buscavam identificar todos os participantes das agressões.









