Uma crise interna abalou a estrutura da Guarda Civil Municipal (GCM) de Itatinga na segunda-feira (9). Seis guardas municipais protocolaram, junto à Prefeitura, um pedido formal para a destituição do atual comandante da corporação, Marcelo de Oliveira Targino. O documento, que já está em posse do Executivo, também foi encaminhado à Procuradoria Municipal, ao setor de Recursos Humanos, à Diretoria Administrativa e à Diretoria de Segurança Municipal.
No requerimento, os agentes alegam uma série de supostas irregularidades administrativas e falhas de gestão que, segundo eles, vêm se acumulando desde que o comandante assumiu o cargo, em 30 de abril de 2024, por meio da Portaria nº 149/2024.
De acordo com o documento, as reclamações envolvem desde o cumprimento da jornada de trabalho do próprio comandante até a operacionalidade dos serviços prestados à população. Entre os pontos de maior destaque estão:
- Jornada de trabalho: Os guardas questionam possíveis inconsistências nos registros de ponto do comandante e solicitam uma auditoria completa nos registros de frequência do último ano;
- Programa “Patrulha da Paz”: Há pedido de investigação sobre a execução do programa desenvolvido nas escolas municipais;
- Falhas na comunicação: Relatos de falta de diálogo entre o comando e os guardas, o que estaria gerando descontentamento e desgaste interno;
- Problemas operacionais: A gestão atual estaria impactando diretamente a escala de trabalho e a organização do patrulhamento nas ruas.
Atualmente, a GCM de Itatinga conta com apenas oito agentes na ativa para atuar na parte operacional. Diante desse quadro reduzido, os guardas afirmam que uma administração eficiente seria ainda mais necessária para garantir a segurança da população.
No documento protocolado, os agentes solicitam à administração municipal as seguintes providências imediatas:
- Destituição imediata do comandante Marcelo de Oliveira Targino
- Revogação da portaria de nomeação;
- Instauração de Processo Administrativo Disciplinar (PAD);
- Auditoria nos registros de ponto e no programa “Patrulha da Paz”;
- Afastamento cautelar do comandante durante as investigações.
Os guardas afirmam que a situação já provoca preocupação entre os profissionais que atuam diretamente no patrulhamento e compromete o ambiente de trabalho dentro da corporação.
Até o momento, a Prefeitura de Itatinga não se manifestou oficialmente sobre o caso. A reportagem permanece à disposição para atualizações assim que houver um posicionamento por parte do Executivo municipal.
Com informações do Jornal Regional









