Quase quatro décadas depois de sua primeira participação na Feira Avareense da Música Popular (Fampop), o cantor, compositor e violeiro Almir Sater retorna a Avaré para ser homenageado como patrono da 43ª edição do festival. Em entrevista ao g1, o artista destacou a importância do evento para a música brasileira e afirmou estar honrado com o reconhecimento.
“Eu fico muito honrado de ser o patrono de um festival. Tem a responsabilidade de se envolver com as produções e saber o que está acontecendo. É uma homenagem. O festival é muito importante”, declarou o músico ao g1.
A primeira participação de Almir Sater na Fampop ocorreu em 1988, durante a sexta edição do evento, quando ele dividiu a programação com Gilberto Gil. Na época, aos 32 anos, o artista ainda consolidava sua trajetória na música brasileira. Agora, aos 69 anos, retorna ao festival em uma posição de destaque, reforçando a ligação com um dos eventos mais tradicionais de Avaré.
O convite para participar da edição deste ano partiu do produtor musical Juca Novaes, fundador da Fampop. Para Almir Sater, voltar ao festival representa uma oportunidade especial de reencontrar o público e celebrar sua trajetória artística.
“Eu fico feliz pelo convite e pela lembrança. Quero fazer um show bonito. Estou feliz de poder voltar e fazer esse show, acho que estou melhor do que 40 anos atrás”, afirmou o cantor ao g1.
O artista também contou que, mesmo depois de tantos anos de carreira, continua sentindo expectativa antes de subir ao palco. “Todo show eu tenho um ‘friozinho’ na barriga. Se não for assim, não tem graça. A gente nunca sabe o que vai acontecer”, disse.
A apresentação de Almir Sater está marcada para domingo (18), às 19h, e será dedicada aos 40 anos de carreira do artista, com músicas que marcaram sua trajetória nacional. Além do show, ele também será responsável por entregar o prêmio ao vencedor da Fampop.
Durante a entrevista, Almir Sater também falou sobre o processo de composição e o papel da música na vida das pessoas. Conhecido por sucessos como “Tocando em Frente”, “Comitiva Esperança” e “Um Violeiro Toca”, o artista afirmou que uma canção precisa ser capaz de despertar emoções.
“A gente não domina muito a composição que fazemos. As músicas estão no ar. Uma canção inspiradora é aquela que emociona. Se ela emocionar alguém, você cumpriu o seu papel”, explicou ao g1.
O violeiro também comentou sua percepção sobre a música contemporânea e avaliou que as composições perderam parte da força transformadora que tiveram em outros períodos da história.
“A música não está mais revolucionária como já foi. O mundo colabora para que isso aconteça e, também, a total falta de poesia”, observou.
Ao falar sobre os novos artistas, Almir Sater destacou a importância da dedicação e do aperfeiçoamento profissional para quem deseja construir uma carreira musical.
“Meu conselho é estudar e se dedicar. Se você quer ser um bom músico: estude. Eu sou músico porque, lá atrás, eu percebi que queria essa vida para mim. A música, ela emociona”, concluiu.
Festival que revelou grandes nomes da música brasileira
Criada em 1983, a Fampop construiu uma trajetória marcada pela valorização da música autoral e pela descoberta de novos compositores. O palco do festival ajudou a projetar nomes como Lenine, Chico César, Jorge Vercillo, Bráulio Tavares e Moacyr Luz.
Na 43ª edição, o evento recebeu mais de mil inscrições, segundo informações da organização divulgadas ao g1. Foram selecionados 13 artistas para a etapa avareense e 18 participantes para a fase nacional, com composições de diferentes estilos musicais.
Para a secretária municipal de Cultura e integrante da organização, Thais Francini, Almir Sater faz parte da história do festival e tem uma trajetória capaz de alcançar públicos de diferentes gerações.
A edição de 2026 ocorre de 15 a 18 de outubro, na Associação Athlética Avareense, com entrada gratuita. A programação também inclui apresentações de Fernanda Freitas, Thiago K e Paulo Miklos, além das músicas inéditas que disputam a premiação.
Com informações do G1









