O ex-monitor de esportes da Prefeitura de Piraju Paulo Sergio Pires Lopes, de 57 anos, conhecido como professor Pires, foi preso preventivamente nesta quarta-feira (7), sob suspeita de estupro de vulnerável. A prisão foi decretada pelo juiz André Tadeu Carloto na última sexta-feira (2).
Segundo a denúncia que fundamentou a prisão, um jovem afirma ter sido vítima de violência sexual praticada pelo ex-monitor durante o período em que tinha entre 6 e 12 anos. O caso é investigado pela Polícia Civil.
Após a prisão, Pires passou por exame de corpo de delito no Pronto-Socorro Municipal de Piraju. Ele permanece detido na Unidade Transitória de Presos do município e deverá ser encaminhado para a Penitenciária de Iaras.
A audiência de custódia está prevista para esta quinta-feira (8), quando a Justiça deverá analisar a legalidade da prisão e as condições de sua manutenção.
OUTRAS DENÚNCIAS – O ex-monitor também é alvo de outras denúncias envolvendo supostos crimes sexuais contra menores de idade. De acordo com a Polícia Civil, esses casos ainda estão em fase de apuração.
O delegado Gean Lucas Marcon Batista afirmou à reportagem nesta quarta-feira que a polícia está à disposição para receber informações e ouvir eventuais outras vítimas que possam ter sido alvo do investigado.
As autoridades orientam que pessoas que tenham informações relevantes sobre os casos procurem a Polícia Civil para prestar depoimento.
EXONERAÇÃO – Pires foi exonerado da Prefeitura de Piraju em meados de agosto deste ano, após a conclusão de um processo administrativo disciplinar instaurado no final de 2025, a pedido do prefeito Carlinhos Pneus.
O procedimento administrativo teve como objetivo apurar denúncias de supostos abusos sexuais envolvendo menores de idade. A exoneração ocorreu após a conclusão dos trabalhos da comissão responsável pelo processo.
A prisão preventiva desta quarta-feira ocorre no âmbito da investigação criminal conduzida pela Polícia Civil e não representa, por si só, uma condenação. Pires permanece sob investigação e terá direito à defesa durante o processo.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Paulo Sergio Pires Lopes até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestação.









